Eu testei, realmente funciona. Quer apagar o Twiter de alguém? Veja esse video postado por um haker nesse site, vá logo antes que tirem do ar....
http://mad.blogtv.uol.com.br/2009/09/18/descubra-como-apagar-o-twitter-de-outra-pessoal
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Era véspera de natal, uma correria típica em centros populares de compra, vulgo “camelódromo”, como sempre, eu muito indeciso, olho de banca em banca, pra ver se acho algo pra meu filho, ter filho é bom porque na verdade você compra o presente pensando em você, então, nada de joguinhos educativos, CDs de historinhas e afins. Quem sabe um mini game? Ah, pelo preço levo um video game de verdade.... Mas ele só tem dois anos, bem, posso ensinar... Não vai dar certo, vai ficar na cara que comprei pra mim. Mais uma banquinha, tem uns carrinhos, gosto mais de bancas de camelô do que de lojas convencionais, numa das lojas em que entrei perguntaram: -O que o senhor deseja? Tudo bem, não sou mais um menino, mas, senhor é foda.... Dou uma risada sem graça e respondo.- Eu desejo alguma coisa bem simples para meu filho.... ela me interrompe e pergunta, não antes de puxar meu saco: -Que gracinha! Qual a idade? Na verdade gostaria de ter dito: -Obrigado! Isso soa melhor que “senhor” e é vinte e nove... mas respondo simplesmente: -Dois. Ela logo corre para um prateleira e pega umas bugigangas: -Olha, eu vou estar tendo esses aqui, nesses modelos... Enquanto tento desviar o olhar do decote da moça, me vem uma coisa na cabeça, não imagino o João brincando com aquilo, ele tem dois anos, esses brinquedos subestimam a inteligência das crianças, tudo bem que a moça que me atendeu teria uma certa dificuldade em pegar uma coisa de formato cilíndrico e colocar num losango de menor tamanho, saca né? aquele brinquedinho de encaixar, feito de madeira que é um clássico. Mas enfim... não me interessei por nada que ela me mostrou e parece que nem tinha a intenção de mostrar o que eu realmente queria ver. Queria comprar um Kit de ferramentas de plástico, muito legal, com alicate martelo, serrote e até uma carriola, achei que seria bom pro desenvolvimento dele, assim não seria preguiçoso como o pai, mas ela não deixou, disse que no selo do inmetro dizia: acima de três anos. Tudo bem, mas o inmetro não manda em mim nem no meu filho, abri a embalagem empunhei a ferramenta (martelo de plástico) e fui pro lado dela, perguntando o que um martelinho de plástico poderia causar de mal a meu filho, aos seres vivos, ou inanimados ao seu redor... Ela apenas disse que não sabia, mas que estava escrito no tal selo. -Olha moça você não pode confiar em tudo que está escrito, vou levar e pronto! Ela me olhou de cima em baixo e disse.- Já sei, o senhor é algum repórter disfarçado, está com uma câmera escondida, te vendo o brinquedo e amanhã está lá, minha cara no fantástico... –Em primeiro lugar, senhor é seu pai, não sou ninguém, não tenho câmera alguma, e fantástico? Você deve estar maluca, estamos em franca, no máximo iria passar na record, já que a globo fica a uma centena de quilômetros daqui, pra virem aqui tem de agendar, ou quando algum estagiário perde alguma aposta é mandado pra cá, então fica tranqüila e me vende essa porcaria ai... –Aliás, nem quero mais, enfia esse negocio na embalagem e tchau! –Desculpe senhor, mas ai é que está o problema, o senhor abriu, agora tem de levar... –Peraí, não existe lei no mundo que me faça comprar o que não quero, existe sim o código de defesa do consumidor que me garante o direito de decidir o que compro ou não! –Mas, o senhor mesmo disse que não devemos acreditar em tudo que lemos... –Tudo bem, você me pegou, nesse pais nada funciona mesmo, mas não vou comprar! –Mas vão descontar do meu salário... –Não existe lei... a deixa pra lá vai, quando eu entrei tinha uma moça me torrando as paciências para que fizesse o cartão dessa maldita loja. Chame a moça, vou fazer o cartão, pelo menos pago sei lá quando. –Tá bom, vou chama-la pra você. Olha só, agora é você?
Bem a moça veio correndo se acotovelando com mais uns dez desses consultores, que ganham a vida empurrando cartões em pessoas já endividadas, como eu. No fim da maratona sobraram dois, o cara que chegou primeiro e a simpática mocinha que eu já havia destratado na entrada, enquanto os dois discutiam quem havia chegado primeiro, fiz um movimento brusco com o braço e disse: -Perai! Eu sou o cliente, eu decido, é claro que iria escolher a garota de qualquer forma, mas preferi mentir, dizendo que ela já havia feito um pré-atendimento, me deixando assim, mais confortável, contando pontos pra ela, como talvez tivesse aprendido no curso que fez antes de começar no trabalho, assim seria mais fácil dela me dar o golpe fatal, um sim da minha parte; pra ela renderia uma mixaria, como sempre, enquanto algum banqueiro ganha uma fortuna a cada peido que solta. Enfim o rapaz saiu desconsolado e,eu: -Vamos acabar logo com isso que estou com pressa... –Tudo bem, vou estar fazendo umas perguntinhas pro senhor... Ah não, vou estar? Senhor? Peraí, não apela! Coisas normais: Nome, telefone (quatro nesse caso), CPF, RG, endereço, renda... Opa, não tenho renda, estou desempregado... -Não se preocupe senhor, coloco como autônomo. Não sou autônomo, sou desempregado mesmo, faço uns bicos...-Então, esses bicos entram na categoria autônomo, além do mais, eles não dariam um cartão pra um desempregado, concorda? –Tudo bem, mas estou dizendo que estou desempregado, não tem um lugarzinho ai na sua planilha reservado pra você fazer um “X” nessa opção? –Tem sim, senhor, mas quero ajudar, qual sua renda? –Bem... é... em média? -Sim, em média. Uns duzentos reais... –Só isso! é, desculpe senhor mas o senhor ganha só duzentos reais por mês? –Não é só isso, mas é o que tenho disponível pra usar com o cartão. –Quero saber quanto ganha no total. –Porque quer saber disso? Não vou gastar tudo que ganho numa loja tosca dessas... –Mas senhor, nosso cartão é aceito em mais de 65325698 estabelecimentos no mundo todo... –Sei, mas nessa merda de cidade, só é aceito aqui nessa merda de loja!
-Tá bem senhor, vou colocar três mil reais. –Que isso! Ficou louca? Não ganho isso não! –Fique tranqüilo senhor, assim conseguirá um bom limite. Bem se você diz.... –Pronto senhor. –Como assim, já acabou? –Já sim, senhor. Então vamos faturar essa droga de brinquedo que preciso ir. -Só um minuto, o senhor pega esse papel e sobe no segundo andar para aprovarem seu crédito... –Já entendi...
Não desisto fácil das coisas, subi (de escada) até o segundo andar. Chegando, já pude verificar uma certa fila, mas tinha uma cadeira vaga, dentre umas cem, mas umas dez pessoas de pé. Sentei-me, quando ouço: -Francinéia Ferreira Martins Afonso! Nossa que nomão, penso comigo, sem querer começo a prestar atenção na conversa, até porque não tinha mesmo o que fazer, ouvi uns burburinhos... e... –Me desculpe senhora, seu crédito foi reprovado... Juro que fiquei com vergonha por ela, mas fiquei foi temeroso, ela com aquele nomão e aquele monte de compras foi reprovada, imagina eu? Fiquei com vergonha, não pelo motivo em si, mas pela forma que as pessoas são tratadas. Quando a pessoa entra na loja enfiam tudo quanto é produto goela a baixo, mentem, depois da pessoa escolher tudo, combinar a forma de pagamento, eles te dão um papel faltando um carimbo. Conseguir esse carimbo é outra história, depois, ouvir seu nome em alto e bom som e sair até sem o papel na sala, cruzar com cada pessoa que estava naquela sala e com os vendedores que atenderam-na.... Então, depois de pensar tanto, fiquei com sede. Vi um bebedouro e fui até lá. O problema é que não tinha copo, olhei ao meu redor, reparei que algumas pessoas portavam um copo, achei esquisito, poxa esse povo é foda mesmo, alguém podia deixar um aqui... Desisti da água e fui para meu acento, que já havia sido ocupado por um rapaz com sombra no olho, pensei: Não vou fazer nada porque podem me acusar de preconceito... e como só entro em furada resolvi deixar pra lá. Depois de um tempo não aguentava a sede, pensei em pedir o copo pra alguém, mas quem? Fiquei olhando um por um, tinha uma gatinha, um cara que, com certeza usava dentadura, uma senhora, um cara que não parava de falar com aquelas babinhas nojentas no canto da boca... enfim decidi pela gatinha mesmo, já que ela se encaminhava para o bebedouro. Esperei ela beber e quando se virou mandei: -Olá, me empresta seu copo? –Hã? –Me empresta seu copo? –Porque? –Tô com sede e, como pode ver, não tem copo. –Ah tá, mas é só pedir ali. Apontando pra uma mulher que parecia ter matado duzentos naquela manhã... –Tudo bem vou falar com ela, obrigado! Caminhei até a mulher e pedi um copo, ela me olhou como se eu fosse seu pior pesadelo, e gritou: -Joaquim! Traz copo ai que acabou! Que merda viu, pelo que estou vendo ela esta aqui só pra fazer isso, porque não pegou os copos antes, já que um dia alguem iria beber água né? Ou melhor, colocassem os copos à disposição das pessoas, mas não, eles não merecem, afinal temos de aprovar o crédito ainda... Depois de um bom tempo ouvi meu nome, fiquei petrificado, tremia, suava frio, mas tive de me levantar, quando ouvi aquela vendedora traíra dizendo pra outra: -Esse aí que deu trabalho lá embaixo viu... Tive vontade de esgana-la ali mesmo, mas o dela tá guardado, eu e meu coração mole... sento-me em uma cadeira, parecida com a que estive há umas duas horas, ela me olha e pega o papel que vem com alguns rabiscos. –O Senhor faz o que mesmo senhor gleiton? –É.... hunm... éééé... sou autônomo, isso, sou autônomo, com certeza sou autônomo, faço bico isso é ser autônomo não é? –Senhor Gleiton, fazer bico é coisa de quem está desempregado, concorda? –Até certo ponto, estou fazendo bico, logo, estou trabalhando e, se estou trabalhando, não estou desempregado, concorda? –Não senhor gleiton, se faz bico é porque não tem nada fixo, e se não tem nada fixo, está desempregado sim! Mas deixemos isso pra lá... quanto o senhor ganha mesmo? –Três mil reais (bem rápido e em volume inaudível) –Quanto? –Ah tá escrito ai no papel, lê aí! –O senhor declarou receber três mil reais por mês, certo? –É. (mais concordando que afirmando). –Olha nem quero saber como arruma esse dinheiro, só quero que me prove que ganha mesmo e pronto. –Mas como vou provar? –Bem, ganhando essa quantia, você tem de pagar imposto de renda, que tal uma cópia do próprio? –Olha, esquece isso, não quero saber de cartão, nem de ferramentas, quero ir embora daqui, agora. –Vai pagar á vista então? –Não vou levar, a embalagem está violada! –Tenho uma dezena de testemunhas que viram você rasgando a embalagem. –Pelo amor de deus senhora, sai de casa pra comprar um presente pro meu filho, isso aqui já tá pior que o inferno, será que é tão difícil assim fazer compras? Ou acontece mesmo, só comigo? pois sabe, tem gente que sente prazer em fazer compras, não só milionários que realmente sabem gastar, mas pessoas comuns que compram um freezer em trezentos pagamentos, não dão a entrada, mas chamam os amigos pra um churrasco só pra mostrar que estão podendo, quando na verdade estão é muito fodidos. Virei as costas, desci as escadas cheguei perto da vendedora e ia dizer umas boas pra ela, mas pensei bem e só disse: -Tem uma casca de feijão no seu dente e esse uniforme te deixa gorda., sai um pouco mais leve, procurando lugar mais confortável e estou aqui no meio desse monte de gente olhando alguma coisa interessante pra mim, opa, pro meu filho...
Na banquinha os carrinhos não tem selo do inmetro, o cara não vai perguntar meu nome, não vai querer saber onde moro, aliás eu que deveria exigir isso dele, pois se eu tiver problema vou reclamar pra quem? Se voltar aqui ele vai fingir que não me conhece... –Quanto tá esse caminhão com esses carrinhos? –Faço procê quinze conto... –Embrulha pra presente? –Opa, é pra já! –Ta bom vou levar...
Um dia, do nada, aparece em seu quintal, em um lugar onde parecia não ser possível existir vida, uma planta. Uma minúscula planta, vinda não se sabe de onde, nem como. Mas ela está ali, viva. E de alguma forma acaba te cativando. Primeiro você a coloca em um vaso pequeno, com medo dessa planta nem vingar. É seu segredo, uma vida que está em suas mãos. Com o tempo, essa planta vai crescendo, cada dia ocupando mais espaço, não tem mais como esconde-la, acaba passando-a para um lugar maior. Chega a planta-la na porta de sua casa, não assume que é sua, mas nunca esquece de dar uma regadinha, mesmo que de madrugada, quando ninguém está olhando, ou quando sobra um tempinho. Isso é o suficiente para que a planta cresça. E cresce, mesmo quando você esquece, ou não tem tempo para fazer o que antes fazia, quando percebe, aquela plantinha já virou uma árvore. Enorme, cheia de flores e folhas. Você olha, espantado, lembrando de como aquela folhinha, murcha e sem vida pôde ter se transformado naquilo. Só existe um problema. Essa árvore não para de crescer, e já é sabido que, quanto maior a árvore, mais profunda as raízes. Com o tempo, começam aparecer rachaduras em sua calçada, você tenta ignorar aquela planta, mas isso não adianta, ela está lá, e cada vez maior. A solução é arrancar o mal pela raíz, com medo que essa planta invada sua casa, seu lar, sua vida. Você então decide corta-la, e o faz. Mas você tira só a metade dela, porque a outra metade, está pra baixo, as raízes continuam lá e, não tem como arranca-las. Vão ficar por lá, até serem absorvidas pela terra, cumprindo assim o seu ciclo. A vida é feita de ciclos, quando um começa, outro termina. Com medo de que tenha sido trocada por outra planta, a raíz se desespera e chora, mas prefere pensar que foi pelos danos que poderia causar no fururo. Sofre, mas se contenta, em ficar no sub-solo, sempre na esperança que você passe pela calçada, indo e vindo, cuidando da sua vida, regando outras plantas. Uma coisa não substitui a outra, nada é igual. Mas sempre existirão ciclos. Mesmo que para serem ciclos, tenham de chegar ao seu final, que também é um começo... Plantas não pensam, mas sentem, e quando aparece o sol pelas frestas da rachadura, instintivamente tentam sobreviver mais um pouco, a água da chuva é suficiente para mante-la viva, infelizmente, não dá pra lutar contra a natureza das coisas. Não sofrer? impossível, mas existem coisas que não tem jeito, mesmo que se queira muito, é impossível, o duro é fazer uma planta entender isso...
Mais uma vez vão dizer que só reclamo, reclamo mesmo e, sei que não adianta nada, mas reclamo mesmo assim. Um tempo atraz, teve aqui na cidade, uma chuva nervosa, tanto que foi decretado estado de emergência ou de calamidade pública, não me lembro bem, mas o fato é que, nesses casos, uma série de benefícios é concedida aos munícipes, entre eles, o que me chamou a atenção, foi o de poder sacar o FGTS. Na verdade nem sabia que tinha isso. Mas nos primórdios de minha existência, já tive registro em carteira, pasmem, seis meses, mas recolhidos corretamente. Pedi demissão do lugar, o motivo, não vem ao caso e, nunca vi a cor do maldito dinheiro. É mixaria, mas de mixaria em mixaria as cuecas e os bolsos dos políticos estão sempre cheios.
Apelei mais uma vez pra internet, já que no mundo de hoje a moda é fazer tudo sem sair de casa. Mas esqueceram de dizer isso pros cara que fazem as páginas do governo. Em texto anterior, havia falado do site da receita federal, reprovadíssimo por sinal, e desta feita o entrevero foi com a caixa econômica federal, coincidência ou não, um órgão público, que não funciona pra variar e, mais uma vez o desrespeito e o pouco caso para com as pessoas me indignou ao extremo.
Entrei no site. Depois de cadastrar algumas informações, me foi oferecido um menu, achei bacana. Uma barra de ferramentas e um tópico: “saldo e extrato de FGTS”. Juro que pensei que ia até elogiar o site, mas infelizmente, depois de digitar uns trocentos números, aparece na tela um aviso dizendo que, para minha segurança, teria de ir à agência mais próxima para autorizar a transação. Primeiro: Essa conta de fundo de garantia, não é como uma conta corrente, que você precisa ver o extrato, ou o saldo sempre. Segundo: Se entrei no site é porque não queria ir ao banco, é como bater na porta pra apertar a campainha, que fica do lado de dentro...
Na verdade isso não foi o pior. Pior foi chegar ao banco e ver que estava de greve. Havia um cara bloqueando a passagem na porta giratória, disse ele, que era um pré atendimento, que no fim acabei vendo que uma espécie de apartheid mesmo. Tinha um senhor sendo “pré atendido” por esse funcionário, que com o maior desleixo, deixou o homem apavorado. “Moço, não tenho nada pra comer em casa, to desempregado, olha aqui minha folha, está marcado prá eu receber hoje... Pelo amor de Deus”... “Estamos em greve, a agência de Batatais esta funcionando normalmente”, disse o funcionário para o pobre. Me irritei, Batatais fica a uns oitenta km daqui, o cara transpirava sarcasmo, não aguentei e fui pra cima dele, o segurança veio, melhor nem comentar o que aconteceu... nem vale a pena.
Fico muito irritado com a falta de respeito que existe, com as pessoas, não existe mais dignidade, o mundo tá podre e, não há nada que possa fazer, a não ser reclamar, reclamar e reclamar...
Quanto ao meu problema, nada foi resolvido, hoje é feriado, e nem sei se acabou a greve. Acho que o FGTS, poderei sacar de qualquer forma, já que há mais de dez anos não saco, isso se não ficar amarrado na burocracia ou, por algum idiota do pré atendimento...
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